quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Vestibular e sua complexidade.

Considerações importantes:
* Um breve histórico: terminei meu ensino médio em 2007. Em 2008, cursei nutrição e abandonei no final do ano para prestar vestibular para medicina no outro ano. Em 2009, dediquei-me com todo vigor para passar em medicina de primeira na UFC, o que infelizmente não aconteceu. Já em 2010, mesmo não estudando tanto quanto o ano anterior, consegui passar no vestibular da UFRN.
* Esse post é dedicado àqueles que vão prestar vestibular, principalmente àqueles que buscam cursos difíceis, como o de medicina. Quando estava iniciando inocentemente o “cursinho”, prometi escrever esse post depois de aprovado para esclarecer certos aspectos desconhecidos por muitos vestibulandos, afim de que não fiquem tão desamparados e perdidos quanto fiquei. Então caso você seja experiente demais em vestibulares, provavelmente irá ficar entediado com esse post.
* Orgulho-me em dizer que tudo aqui apresentado é conhecimento adquirido nos meus dois anos de "cursinho", portanto não houve extração de conteúdo de nenhuma página da Internet. Compreendo que o post é bem grande, mas acredito que é uma experiência que vale a pena ser compartilhada, que vale a pena ser lida. Os assuntos principais estão grafados em negrito. Boa leitura!


"Vestibular" é uma palavra que possui várias, várias definições. Eu, você, seu amigo(a), seus pais, seus familiares, seus professores, cada um lhe dá uma definição diferente.

O que muita gente não enxerga é que o vestibular não é apenas um processo seletivo, um exame de grande importância o qual se faz, geralmente, no final do ano. Vestibular é uma época de nossas vidas, é também um estilo de vida. O fato de as pessoas a sua volta não compreenderem a seriedade e a complexidade do vestibular nos gera muito estresse e chateação.
Nesse post irei escrever baseado na minha definição de "vestibular", buscando generalizá-la com base na experiência de pessoas que conviveram comigo durante minha jornada, como professores e outros alunos.
Vamos fragmentar essa postagem a partir daqui para uma melhor compreensão. Os tópicos aqui trabalhados serão os seguintes:
- Vestibular, uma época de nossas vidas.
- Vestibular, um estilo de vida.
- Afinal, existe um segredo, uma fórmula para passar no vestibular?
- Dicas importantes.
- Reprovado? Por quê?


Vestibular, uma época de nossas vidas.

Todo o período entre o final do seu ensino médio e a sua admissão numa universidade é definido pelo vestibular. Quando você estiver formado pelo seu respectivo curso de graduação e for tomar um café com um amigo de juventude, irá falar:

- Se lembra daquela garota do tempo em que a gente estudava pro vestibular?
Apenas um exemplo ridículo, mas que não deixa de ser verdade.
Definitivamente, vestibular é um marco de nossas vidas. Imperceptivelmente, é nesses meses que aprendemos muita "coisa da vida" e amadurecemos, principalmente com as derrotas. Essas são calos que são necessários para subirmos mais um degrau dessa longa e cansativa jornada.


Vestibular, um estilo de vida.

Toda ação que você tome no seu dia passa pela "comissão avaliadora do vestibulando", que todo vestibulando tem em sua cabeça. Cair na tentação de ir contra essa comissão é quase certo que você venha sentir aquele velho "peso na consciência".
Está com vontade de tirar aquela soneca depois do almoço, ou assistir filme com os amigos, ou ir à praia? Mas não devia estudar? E agora? Momento de reflexão...
Caso você decida não estudar, mesmo que você tenha se divertido bastante com sei lá o que você tenha feito, lá dentro da sua cabeça você escuta: "Você perdeu tempo de estudo! Seu concorrente está um passo na sua frente, pois ele não deixou de estudar!". É nessa hora que você pira uma vez de tantas durante todo seu período de pré-vestibular.

Depois de tantos episódios de "peso na consciência", você finalmente aprende que sua vida é comandada pelo bicho vestibular. Quando você está muito experiente com vestibulares, começa a rejeitar as coisas automaticamente, sem perceber, embora algumas dessas coisas você tenha condições de ter.


Afinal, existe um segredo, uma fórmula para passar no vestibular?

É claro que não.
É inocência demais pensar isso. Porém a certos pontos-chave para a aprovação acontecer.
Uma professora de inglês que tive, Jácer Pessoa, simplificava vestibular a quatro aspectos que se deve ter na hora da prova: conhecimento, psicológico, tempo e sorte. Particularmente, acho uma boa simplificação, embora uma simplificação complexa, se é que você me entende.
Todavia vestibular não se trata apenas da prova, ou de seu momento. Por isso, convém-me abranger mais esses pontos colocados por tal professora.

# Conhecimento
Conhecimento está relacionado à inteligência. Biologicamente falando, a inteligência está ligada ao desempenho do sistema nervoso de cada indivíduo. A forma como se recebe e assimila informações do ambiente é variável em cada organismo, assim como a maneira como se resgata essas informações.

Por isso, não se deve acreditar que há para todos apenas uma melhor maneira de aprender. Na verdade, cada um tem o seu melhor jeito de aprender. Você só saberá o seu tentando os vários métodos de aprendizagem.
Eu, por exemplo, prestava bastante atenção nas aulas, copiando apenas o necessário - com exceção de certas aulas, como de biologia em que o professor desenhava bons esquemas.
Outra coisa que fazia era, na hora da leitura, grifar frases-chave ou palavras-chave. É importante saber o que são frases-chave - isso você aprende com o tempo. Esses grifos terão suma importância na hora das revisões. Sabendo grifar corretamente, você se lembrará do que é realmente importante de uma forma rápida e prática.
Porém, o que eu considero de mais importância para a memorização é a repetição, o que é bastante trabalhada com exercícios, principalmente com os escritos. Os vestibulares de todos os lugares podem ser bastante repetitivos. Portanto, com exercícios, você além de trabalhar a memorização, está também aprendendo o que os processos seletivos querem que você saiba, ou seja, as matérias que mais “caem” na prova. Com um tempo você começa a ficar “macetado”, como dizem. Nessa hora, você já vai saber a resposta de certas questões mesmo antes de não haver terminado de ler o enunciado. Sério!
Dentre outros métodos, há a criação de resumos, a leitura em voz alta, a repetição da leitura, o famoso "memorex".

Enfim conhecimento é algo que você conseguirá apenas se realmente estudar. A quantidade necessária de horas diárias de estudo sozinho - apenas você e os livros - é variável de pessoa para pessoa. A minha média, na época dos bons meses de desempenho, era 7 horas. Já na época da minha segunda tentativa, minha média era 4, 5 horas. Note que estou falando de média. Em 2009, houve dias em que estudei 8, 9 horas, dormindo 4 horas por dia, mas em outros estudei 5, 6 horas. Já em 2010, houve dias em que estudei o dia todo, mas em outros dormi a tarde quase toda.
Não se pode esquecer que seu aprendizado depende do desempenho do seu organismo, que, por sua vez, depende de sua saúde. Por isso, uma alimentação adequada e um bom sono são essenciais.
Se achar necessário, consulte um nutricionista. Com certeza, valerá a pena.

A respeito do sono, é algo que também varia de pessoa para pessoa. O ideal é dormir o suficiente para não se sentir indisposto no outro dia. Vou dar um exemplo claro: quando eu durmo oito horas de duração, sinto-me bem dormido, descansado. Quando durmo seis horas não me sinto bem dormido, embora não me sinta indisposto. Já quando durmo quatro, cinco horas, sinto-me indisposto e sonolento. Entendeu? Quem vai descobrir qual é a sua "seis horas" é você. Note também que, com um tempo, você pode se acostumar com certa quantidade de horas de sono, tornando-a sua "ideal". Aos trezes anos, a minha quantidade "ideal" era oito horas; hoje, é seis.

Atividades físicas também são válidas. No meu caso, tentei fazer academia no começo de 2010. Porém com dois meses parei, porque estava chegando ao final do dia muito cansado, não conseguia mais estudar à noite. Há quem faça caminhadas, ioga, esportes de todos os tipos. É bom tentar fazer algo. Essas atividades, quando não exageradas, dão disposição e “desestressam”.

#Psicológico

Trata-se de uma palavra banalizada que se refere, no nosso caso, principalmente aos aspectos emocionais do vestibulando. Fala-se que devemos ter o "psicológico forte" tanto na hora da prova, quanto durante sua preparação para o exame, e isso é uma tarefa difícil.
É o psicológico que mais desgasta e estressa os vestibulandos, principalmente aqueles que estão há mais tempo tentando. Encarar a "comissão avaliadora do vestibulando" em cada ação que se toma no dia é realmente cansativo. Lidar com toda a pressão que se tem durante essa época é uma tarefa árdua e pouco reconhecida pelas pessoas que não estão passando por isso.
Diga-me, se você estivesse passando por isto...
> Você só estudou 60% de todo o conteúdo e está nas vésperas do vestibular.
> Seus amigos estão na faculdade - em alguns casos, até já saíram -, e você ainda está no "cursinho".
> Seu irmão, ou seu primo, ou seu cunhado já foi aprovado, e você ainda está tentando. Consequências: perguntas chatas e até insensíveis de seus familiares.
> Você não tem dinheiro para sustentar seu "cursinho", e essa é sua última chance.
...você não enlouqueceria também?

Mas fazer o que, caro vestibulando? Essa é a vida. Se você se desesperar, não conseguirá tomar as decisões corretas. Por isso, nessas horas, procure ser frio e racional. Certos casos, será necessário bastante maturidade para superar as dificuldades.
Portanto meu humilde conselho para o psicológico é o seguinte: reserve um tempo para procurar soluções para seus problemas, se for o caso. Busque ser calmo na hora das dificuldades e nunca esqueça dos frutos que colherá depois da longa semeadura, nunca! Lembrar-se do final do percurso de nossos trajetos nos dá força para continuá-los com perseverança.
Já na hora da prova, é importante que você esteja ciente de que fez o que pôde - ou muito do que pôde, sendo mais realista. Então faça o que pode antes do exame para não sentir tanto "peso na consciência" no grande dia.

Lembre-se também que aquelas folhas de papel não vão te engolir. Soa ridículo, mas é verdade. Portanto não se deve sentir medo da prova. Sempre menospreze-a. Às vezes, a resposta é simples, mas você faz uma tempestade em um copo d'água, achando que a questão precisa de um raciocínio genial.

A concentração, momentos antes de começar a prova, é essencial para se fazer um bom exame. Sempre faço isso. Sento-me uns quinze minutos antes de começar a prova e reviso, na minha cabeça, o que preciso fazer na hora da prova, como tempo médio de cada questão, que matérias resolver primeiramente, erros que não posso cometer - esses aspectos serão discutidos melhor a seguir. Isso até ajuda você a se acalmar, pois você está pensando em algo que não seja “Meu Deus, se me der mal, volto para o cursinho de novo”.

#Resolução de provas.

Acho mais correto falar sobre resolução do que tempo. Para fazer uma boa prova, é fundamental que você conheça a prova como a palma da sua mão. É aí que entram os importantíssimos simulados.
Sobre a prova você deve conhecer:

i) Seu conteúdo: o que “caí” e o que deixa de “cair”? o que é mais cobrado? Você deve dominar as matérias prováveis de “cair” na prova.
ii) Nível de dificuldade das questões: quantas questões fáceis, moderadas e difíceis a prova tem? Você precisa iniciar a prova fazendo as questões mais simples. Precisa saber também, em poucos segundos, quando uma questão deve ser “pulada”, deixada para ser resolvida no final, caso haja tempo. Isso você deve aprender com os simulados. Começar a prova pelas disciplinas de maior domínio também é importante.

iii) Tempo médio para cada questão. O tempo de prova é muito importante. Quando estiver simulando as provas é bom que você treine com uma média menor do que a real. Por exemplo, se você deve fazer uma questão da prova em três minutos, tente fazer, no simulado, em dois minutos e meio. Além disso, procure ser apressado na hora de fazer exercícios. É comum não marcamos tempo para resolver exercícios, e essa é uma boa hora para se treinar o tempo de questão. Lembre-se que estamos falando de uma média. Haverá questões em que você perderá quatro minutos, mas em outras perderá apenas dois. O tempo médio serve apenas para se ter uma noção, ajudando-te a não se "perder" na prova.
iv) Disciplinas que possuem maior desvio padrão. Tenho quase certeza que foi isso que me colocou dentro da universidade. A maioria dos vestibulares lhe dá pontos a mais se você foi bem em uma disciplina em que a maioria não foi. Na maioria dos casos, as disciplinas de maior desvio padrão são física e matemática.

No meu caso, física foi a minha carta na manga. Então pare de se bloquear para certas matérias, principalmente essas duas, e dê um jeito de aprendê-las. Isso vale também para determinados assuntos de uma disciplina.
Procure estar sempre fazendo simulados. Em 2010, foram poucos os finais de semana que deixei de fazê-los. Em 2009, passei o ano treinando e estudando quase que apenas para a primeira fase, uma prova objetiva e, portanto, culpo a minha reprovação à falta de treinamento com simulados para a segunda fase.
Simulados são muito cansativos, mas são de suma importância, por isso se esforce para fazê-los. Depois de muitos simulados e exercícios, você começará a pegar os "macetes" das questões. Você encontrará estes seguintes, dentre muitos outros:
- Desconfie de itens com palavras como "apenas", "exceto", "todos", entre outras.
- Em algumas questões, o maior item, o mais "bonito", é a resposta correta. Parece piada, mas acontece.
- Preste bastante atenção no comando das questões. Às vezes, a questão pode possuir alternativa corretas, mas erradas para o comando.
- Certas questões, possuem a resposta implícita no enunciado. Cabe a você interpretá-lo.

#Sorte

Os céticos acham que esse é um ponto inválido a se discutir, mas acho que devo minha aprovação a isso também. Particularmente, eu considero Deus a minha sorte. Sempre considerei. Não sou um super crente que tem uma religião definida, mas acredito em Deus e agradeço-o pela minha aprovação.
Claro que não iremos abrir espaço para discutir sobre religião, mas uma coisa é certa: não adianta você estudar feito um condenado, dominar a resolução da prova e chegar bem psicologicamente no exame se você receber uma prova em que há os assuntos que você menos domina.
"Ah, mas e se eu estudar muito e dominar tudo, ou a maioria?!". Acho essa pergunta ridícula! Queiram me desculpar a arrogância, mas quando se fala de aluno que acha que sabe demais, fico logo estressado.
Por quê? Porque não existe tal aluno. Concordo que existam superdotados, mas são poucos. Ouvi um dia que certo professor de história falou: "Não tenho aluno bom, nunca tive e nunca terei, pois o aluno nunca sabe o suficiente". Está errado? Claro que não.
Um professor meu também já falou: "Você sabe a diferença do professor para o aluno? É que o professor estuda mais". Então, pode morrer de estudar, caro vestibulando, mas você nunca saberá o suficiente. Se professor, que sabe tanto, sempre está aprendendo, imagine você.
Enfim, esse desabafo foi para lhes explicar que sorte, qualquer que seja a sua, ajuda no vestibular, mas não é um fator que você deve contar, entendeu?


Dicas importantes.
A Redação é uma das chaves da aprovação. Já cansei de escutar histórias de pessoas que deixaram de passar devido apenas à redação. Isso porque os processos seletivos colocam o requisito "escrever segundo a norma culta" como uma das prioridades que o aluno deve saber ao entrar na universidade.
Você que está procurando tirar vantagem da maioria dos seus concorrentes, aqui está uma oportunidade. Não são poucos os alunos que deixam a redação de lado. E ainda há muitos que, mesmo indo atrás de melhorar, não apresentam progresso significativo. Afinal, português é uma das matérias mais desvalorizadas pelos alunos do ensino fundamental, perdendo apenas para matemática.
De fato, nós não sabemos escrever bem. Portanto se você se esforçar bastante nesse ponto, você abrirá vantagem na frente de muitos alunos. Procure fazer, pelo menos, uma redação por semana sem falta, embora o ideal sejam duas.
Você terá mais facilidade de escrever redações se ler e escrever bastante. A leitura enriquece seu vocabulário, enquanto a escrita lhe dá facilidade para buscar aquelas palavrinhas que você passaria tempos pensando. Escrever em diário ou em blog pode ajudar muito.
Um curso de redação pode ser muito útil. Os professores, geralmente, ensinam-lhe uma estrutura de redação para facilitar você tirar uma nota alta. Fiz esses cursos há muito tempo, quando queria nutrição. Para medicina, o que sei, que não é muito, aprendi apenas treinando redação nos laboratórios de correção, assistindo as aulas de português e, é claro, lendo, coisas essas que todos os alunos precisam fazer.
Sempre senti dificuldade de escrever. Achava chato. Detestava na verdade. Deixei de fazer redação muitas vezes, e isso foi um grande erro. O resultado disso foi que obtive uma nota regular nesse quesito nos vestibulares que fiz e, por isso, não faltou muito para ser reprovado pela segunda vez. Já hoje gosto de escrever, talvez porque não seja mais uma obrigação.
Uma dica valiosa para progredir nas notas das redações é sempre revisar, antes de começar uma nova, as que já foram corrigidas. Isso ajuda a você não cometer o mesmo erro.
Alguns professores de redação já me falaram para "passar a limpo" as redações corrigidas, mas nunca me dispus a fazer isso, pois não conseguia ver uma grande utilidade nisso, além de não ter tempo de sobra para isso. Outra dica de um professor que tive é fazer o rascunho de caneta, e não de lápis. Assim, segundo ele, você se obriga a não errar. Acho isso um pouco demorado, mas se deve conseguir com a prática.
Uma dica valiosa para o dia do exame é esta: caso você precise fazer a redação e outras provas em um mesmo dia, algo bastante comum nos vestibulares, comece pela redação. Assim, supondo que você se "perca no tempo", você poderá "chutar" o gabarito das questões, algo que não daria para fazer se a redação ficasse por último. É um simples detalhe que muitos alunos não percebem.

O acúmulo de conteúdo é um dos piores pesadelos de qualquer vestibulando e é algo que ocorre frequentemente. Ou você aprende a conviver com isso, ou enloquece de vez. E você não quer isto, não é?
O programa de estudo é muito grande em qualquer que seja o vestibular. Então você não conseguir acompanhar em casa todas as aulas do dia é normal. Sempre haverá aquela matéria que é mais longa, ou aquela que você demora mais para assimiliar, ou aquela que seus exercícios são complicados. Por isso, acalme-se.
Tudo que você precisa para evitar o acúmulo são duas coisas: calma para não enlouquecer e, acima de tudo, determinação. Em 2009, dificilmente deixava acumular matérias, pois estudava bastante o dia inteiro. Prestar bastante atenção nas aulas me ajudava a não demorar muito nos exercícios. Estudar em locais onde me concentrava muito me ajudava a ser rápido com as matérias longas.
Quando acumular, é interessante fazer uma lista das matérias atrasadas. Essa noção é boa para controle, para analisar se é necessário estudar bem mais, caso o conteúdo continue sendo acumulado.
O ideal para recuperar o conteúdo atrasado é reservar um horário para colocá-lo em dia. Além desse horário, quando você tiver um tempo livre, devido à falta do professor por exemplo, você também poderá usá-lo.
Quando a situação estiver calamitosa, uma saída é deixar as matérias menos importantes de lado, ou, pelo menos, "passar os olhos" nelas e, em seguida, colocar as mais "caíveis" em dia.
E lembre-se: quando finalmente conseguir colocar o conteúdo em dia, não relaxe. Mantê-lo em dia é tão árduo quanto recuperá-lo.

A organização e a disciplina foram duas das minhas ferramentas mais valiosas. A organização lhe dá rapidez nos seus afazeres, lhe dá objetividade. Sem ela, você acaba perdendo um tempo valioso, o qual não se pode perder. A disciplina é fundamental para cumprir seus planos e metas. Quando não a tem, o acúmulo de conteúdo ocorre com facilidade.
A organização envolve algo muito discutido nas escolas, o horário de estudo. Tire da sua cabeça fazer horários cronometrados. Isso só funciona com pessoas rigorosamente disciplinadas.
O horário de estudo ideal é aquele que fixa apenas certas atividades. O objetivo do horário é apenas te guiar durante seu cotidiano, e não mandar no que você faz em todo o dia. Vamos colocar um exemplo para você entender bem como isso funciona:
i) eu costumava construir uma tabela no computador (horário x os sete dias da semana) e imprimir, deixando os espaço da tabela em branco;
ii) a seguir preenchia sempre à lápis as minhas principais atividades. Por exemplo, colocava "aula" pela manhã de segunda a sábado; segunda colocava duas horas de curso extra pela tarde; terça, duas horas de redação pela tarde; quarta, duas horas de atualidades pela noite; quinta, uma hora de artes pela noite; sexta, uma hora de laboratório de correção de redação pela tarde; sábado, quatro horas de simulado pela tarde; domingo, três horas de reposição de matéria atrasada;
iii) em seguida, marcava um "x" nos horários em que me deslocava, ou me alimentava, etc;
iv) feita então a estrutura do horário de estudo, colocava diariamente nos horários restantes o que deveria estudar no dia, geralmente era o que foi dado pelos professores no turno da manhã.
Todavia organização não se resume apenas a horário de estudo. Possuir um caderno bem organizado facilita na hora de buscar informações nele. Procure, além de comumente dividir o caderno por disciplinas, dividi-lo em anotações e exercícios por exemplo.
Por falar em anotações, padronize o lugar onde irá escrevê-las, pois é horrível quando você quer saber de algo que escreveu, mas não o encontra. E se você não costuma anotar informações importantes, pode tratar de mudar. Esquemas e resumos são fundamentais para a rápida revisão nas vésperas da prova. Vá por mim!
Construir um pequeno calendário com as principais atividades do mês, como simulados, vestibulares, também é válido.
E o que fazer com o cansaço? Essa, na verdade, é uma pergunta simples que possui uma resposta simples como todos sabem. O que não é nada simples é a dificuldade de enfrentá-lo. Aqui que entra o fator determinação, aquilo que é realmente responsável pela sua aprovação.
Seria tão bom se quando cansássemos, bastasse-lhe dar corda, escutar o estalo e soltar. Mas não é. Então o que nos resta é se esforçar para esquecê-lo. Isso pode ser obtido se você tentar se focar no fruto que irá colher posteriormente.
O cansaço também é um ponto, talvez o principal, através do qual você pode tirar vantagem de seus correntes. Um grande professor que tive, Ranaldo Cézar, certo dia caracterizou criativamente o primeiro semestre do ano com um suposto gráfico "estudo/vagabundagem x tempo". Segundo ele, conforme o tempo avança, o gráfico do estudo, que começa alto em fevereiro, cai progressivamente, enquanto o gráfico de vagabundagem, que começa baixo, aumenta, até que eles dois se encontram no tempo marcando o mês de maio.
De fato, o final dos dois simestres é a época em que a maioria dos alunos estão exaustos. Aqueles que mantém seu ritmo de estudo, em média, constante e, logicamente, alto, durante todo o ano são os que possuem as maiores probabilidades de serem aprovados. É uma tarefa dura, mas possível.
Em 2009, consegui cumpri-la. Estudei bem até a metade de julho desde fevereiro e de agosto até a metade de dezembro. Um dos meus segredo para isso foi, iniciando o ano com um ritmo mediano, aumentar o ritmo de estudo conforme passa o ano, e não diminui-lo, pois o ritmo das aulas, do conteúdo também aumenta. Se você não atrasa seu conteúdo, alguns de seus professores atrasam. É nos últimos meses do ano que ocorre o maior número de aulas extras, não é verdade?
Há quem comece o ano estudando oito horas diárias, mas termine estudando quatro. Em 2009, comecei o ano estudando entre cinco a seis horas. Após o início de agosto, passei a estudar, em média, sete horas diárias. Quando estava estudando para a segunda fase, já em novembro, estudava, em média, oito horas por dia.
Essa é uma tarefa árduo principalmente para aqueles que vêm tentando há mais tempo. Na verdade, não acho válido o vestibulando estudar feito um louco por vários anos. Se você estudou assim de verdade por um ou dois anos, o certo seria, ao meu ver, diminuir o ritmo, algo que ocorre naturalmente.
Foi isso que fiz em 2010. Devido à carga de conhecimento adquirida em 2009, diminuí o ritmo no ano seguinte, mesmo sem pretender. Com o decorrer do ano, procurei revisar o que já sabia, reforçar o que não havia aprendido bem e fazer bastante simulados. O fato de já ter noção do conteúdo me ajudava a gastar menos tempo estudando, comparando com o ano anterior.
Eu sei que falar para ter determinação é fácil, que é difícil na prática, mas é algo que você precisa enfrentar. Incontáveis vezes ocorrerão ocasiões que te tentarão. Se você for forte e resistir, seu esforço será compensado posteriormente.
Porém preciso comentar que certas pessoas são neuróticas em relação a isso. Acham que é necessário abrir mão de toda diversão para passar no vestibular. Algumas passam todo final de semana em casa, outras não querem viajar nos feriadões, como carnaval, ou semana santa. Então aqui vai minha dica mais valiosa a respeito do cansaço: há certos momentos que você realmente precisa parar. Sejamos realistas. Não existe isso de muito estudo todo santo dia. Nós somos humanos e cansamos. Então quando você saturar de estudar, pare! Claro! Ocasionalmente, vá fazer alguma coisa que te deixe relaxado, descansado.

Se você for chamado para sair em uma sexta à noite, vá! Se for chamado para ir a uma praia certo domingo, vá! Se sentir aquela vontade irresistível de dormir depois do almoço, vá! Viaje nos feriadões! Mas, lembre do que acabei de falar, faça isso o-c-a-s-i-o-n-a-l-m-e-n-t-e. Nessa semana, saia sexta à noite. Na próxima, durma pela tarde. Três semanas depois, vá à praia ao domingo. O descanço é importantíssimo, mas o estudo está em primeiro lugar. Por isso, reduza sua diversão.
Em 2010, o meu segredo para aguentar mais um ano de "cursinho" foi sair todo sábado à noite. Já em 2009, todo domingo à tarde e à noite ficava com a namorada - assistia filme em casa, ia ao cinema, etc. Não deixe de descansar, nem, muito menos, de estudar!

Seus pais te pertubam muito? Esse é um dos problemas que me deixam mais reflexivo, porque isso quase não aconteceu comigo. Durante toda minha vida meus pais nunca foram de pegar no meu pé, talvez porque sempre mostrei bons resultados. O fato de a minha mãe querer ter sido médica me ajudou bastante, pois ela patrocinou meu "cursinho" da melhor maneira possível, dando-me até um carro.
É, eu sei, tive um apoio grande. Então não tenho muita moral para falar sobre pais chatos. Porém, fiz bons amigos durante meu percusso e cumprindo meu papel na amizade, eu lhes dava suporte quando apareciam problemas. Muitas vezes, esse problemas era brigas familiares relacionadas ao vestibular. E o que aprendi com isso? Não muito na verdade. Apenas concluí que a maioria dos pais só ligam para o resultado final. Se te veem fazendo algo que eles acham prejudicial para sua aprovação, lá vem briga. Se você é reprovado uma, duas vezes, já perde o crédito com eles.
A única vez que meus pais me pertubaram foi ano passado. Mas depois de três brigas, eu, arrogante como posso ser, dei uns berros com eles. Falei que não tinham a mínima idéia do que eu estava passando. Fiz todo um discurso lhes prometendo passar no vestivular no final do ano, que parassem de me pertubar. Dito e feito. Eles pararam, e, no final do ano, passei.
Aí você fala: "Mas esses são seus pais. Com os meus, não existe isso." E volto a dizer: não tenho moral para lhe dar conselhos sobre isso, mas acho que se tivesse os pais de certos amigos meus, a única coisa que faria seria estudar bastante para calar a boca de muita gente no final do ano. Isso seria uma espécie de "incentivo negro". Talvez faria alguns vestibulares mais "simples", apenas porque eles gostam de ver resultado, de ver você passando em algo.
Meus verdadeiros pêsames àqueles que precisam suportar esses tipos de parente.


Reprovado? Por quê?

Por esse tópico ser a "ferida" de tantos vestibulandos, vou diante mão lembrar que o que está aqui se trata apenas de algumas hipóteses que acredito por experiência não apenas minha, como também de outros alunos. Melhor direi. Não hipóteses, mas sim falhas.
Os conselhos até aqui dados são lições para que você não venha a reprovar. Basicamente, o que farei nesse tópico é explicitar as falhas relacionadas a eles em um lugar comum para sua melhor percepção. Portanto, reforçando, as dicas para tentar corrigir essas falhas já estão escritas anteriormente.

i) Aluno que acha que sabe demais se surpreende na hora da prova com questões que não domina. Então seja humilde. Aceite que há falhas para serem cobertas. Mesmo que você não as enxergue, se você buscá-las, aparecerão.
ii) Aluno que não sabe estudar o que realmente "cai" gasta um bom tempo lendo coisas desnecessárias, que não "caem" na prova. Comumente, isso acontece quando o aluno quer se aprofundar demais em certo conteúdo. Aqui faço uma pausa para dar uma boa dica:
Buscar se aprofundar nas matérias é muito bom, porque assim você não as esquece com facilidade. Todavia entenda bem o que é se aprofundar com este exemplo: se você for estudar sobre sais minerais em biologia e ver no livro apenas que cálcio ajuda na contração muscular, você pode esquecer essa informação facilmente. Porém quando você for estudar fisiologia humana, verá todo o mecanismo de contração muscular (aprofundamento), incluse que o cálcio é necessário para tal atividade. Dessa forma, você memoriza mais fácil essa informação.
Entretanto certos alunos desconhecem o limite de aprofudamento. Assim, acabam acumulando informações desnecessárias para seu exame. Tendo isso em vista, aprenda quais são os limites de aprofundamento de cada matéria. Não estude superficialmente, nem aprofundando demais. Há uma margem correta de quantidade de informações sobre determinado assunto. Você aprenderá isso com o tempo.
iii) Aluno que deixa certas disciplinas de lado. Alguns vestibulandos se bloqueiam para aprender certas matérias ou disciplinas. "Ah, física não entra na minha cabeça!", "Acho geografia um saco!", "Nunca vou aprender geometria espacial!", todas essas e outras são frases bastante resmungadas pelos alunos.

Não vejo nenhum problema em você passar o ano não gostando de estudar determinada disciplina, mas deixá-la de lado pode ser um pecado fatal para sua aprovação. Procure sua determinição e enfrente suas falhas de conteúdo. Quanto menos tiver, mais fácil será você passar no vestibular obviamente. Não pense que estudar mais certa disciplina, irá compensar outra. Tive uma amiga que não passou apenas devido à geografia. Passou, então, o ano posterior se dedicando a isso. Só para constar, estou contando redação como uma disciplina. Não se esqueça dela.


iv) Aluno que deixa acumular muita matéria. Já vi em uma pesquisa que a maioria dos aprovados possuem, pelo menos, 70% do conteúdo estudado nas vésperas do vestibular. Quando prestei vestibular em 2009, havia estudado, pelo menos, 90% do conteúdo.
v) Aluno que não domina a resolução da prova. Essa talvez seja a falha mais chata, aquela que desclassifica bons alunos, e pode ser corrigida com simulados.

vi) Aluno com psicológico frágil na hora da prova. Sempre começo bem a prova, psicologicamente falando. Porém, houve ocasiões que fiquei nervoso durante o exame. Um deles foi o PSS-2 do vestibular da UFPB em 2010. Certa hora, olhei para o relógio e vi que faltavam apenas uma hora e meia, mas ainda me restavam português, inglês, matemática e física. Nesse momento, fiquei muito assustado, muito mesmo. Porém parei um pouco, respirei fundo e pensei que se não mantivesse a calma, a situação ficaria pior. Então quando me tranquilizei, voltei a fazer a prova mais rápido e concentrado.
Devido ao meu auto-controle, consegui deixar apenas quatro questões "em branco" ao fim da prova. Somando a minha pontuação dos dois dias de primeira fase ainda consegui me classificar em 85ª. Por isso, treine seu auto-controle se você é uma pessoa nervosa. Fazer outros vestibulares mais "simples", como teste, ajuda.
vii) Aluno que relaxa, que "entrega os pontos". Definitivamente, essa falha é a mais comum. Na verdade, esse aluno só é menos comum do que aquele que não estuda, mas este não conta, não é? Aqueles alunos que não conseguem manter um bom ritmo de estudo têm poucas chances de aprovação.
viii) Aluno que fica na mesmice. Se você for reprovado, significa que você possui falhas. Então o correto é mudar a estratégia e procurar em que está errando. Certos alunos, entretando, não enxergam isso e continuam estudando da mesma maneira, ou semelhante. Mude de escola, de curso extra, de livros, de ambiente de estudo, de técnicas de estudo, o que for preciso.
É realmente necessário você parar um pouco para pensar no que está errando. Na maioria das vezes, o resultado do vestibular mostra onde está o erro. Por exemplo, se você acertou pouquíssimas questões de matemática, logicamente essa é sua falha. Mas o que chamo atenção é para que busque saber o por quê da matemática, no caso, ser seu "calo". A estratégia de estudo é fundamental e deve ser elaborada o quanto antes.


Espero que você possa extrair algo de útil daqui.
Sejam perseverantes na sua escalada, pois vale a pena chegar ao topo, acredite!
Boas provas!

*Por Júlio Canuto

sábado, 22 de janeiro de 2011

Liberdade e Ilusões


Do alto de minha janela observo a noite chuvosa. Os pingos grossos escorrem pelo meu rosto e se misturam com minhas lágrimas. O doce aroma do ar úmido embriaga-me. O vento forte que chega no 15º andar empurra meus cabelos para trás. Mais um passo e agora sento no parapeito contemplando os carros lá em baixo .A loucura da cidade e suas luzes rasgam a tranquilidade e a escuridão nesta noite fria. Os prédios resistem a bravura dos ventos e a insistência da chuva que teima inutilmente desintegrá-los. Mas a mão do homem não para, tenta dominar a natureza e ergue mais de seus templos de concreto e empinam seus dedos de aço contra Deus. Sou escravo de meu corpo. Minhas sensações guiam meu espírito, assim como a chuva e o vento guiam os homens que se escondem em seus guarda chuvas, carros e casas. São elas que me fazer sofrer... Foi através de meus olhos que a vi. Foi através deles que sua imagem penetrou na minha mente e imprimiu em minha substância o seu corpo e suas curvas. Foi através de minhas mãos que senti sua pele, percorri os segredos de suas formas, senti sua umidade e calor. Agora minhas mãos seguram o frio aço de minha janela e sentem a umidade da chuva que escorre para meus pulsos. Você modificou o mundo, passei a percebê-lo de outra maneira. A realidade se alterou e tornou-se feliz. As cores saltaram dos objetos e a alegria da expectativa da rotina tornou-se real. Confiei no mundo, na vida eterna e no amor. Porém, assim como os impérios, que são erguidos e se julgam eternos, sucumbem a massacrante roda da história, o meu mundo ruiu. Ele despencou quando a vi deitada no colo de outro. Em nossa casa, o cheiro de nosso amor puro se misturou com o fétido aroma da traição. O suor , o maço de cigarro jogado e as taças de vinho caídas se misturam com o sangue de dois corpos inertes. O cheiro da morte toma o quarto como o incenso toma a igreja. O ritual de destruição de minha alma está no fim. Mais um passo e meu corpo se despediu da janela e alcançou o ar. Fecho os olhos e me sinto livre, o vento sopra mais forte, meu coração dispara. Vou deixar este mundo de ilusões e descortinar a verdade sobre Deus. Minha mente se alivia, estou leve, será que vai doer? O chão está próximo, as pessoas parecem maiores, vejo a calçada, agora não resta mais nad................



domingo, 28 de novembro de 2010

Dez coisas que levamos anos para aprender

(Tavinho Praxedes)

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom ou empregado, não pode ser uma boa pessoa.
(Esta é muito importante. Preste atenção, nunca falha)

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
(Tá cheio de gente querendo te converter!)

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
(Na maioria das vezes quem tá te olhando também não sabe! Tá valendo!)

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
(Deus deu 24 horas em cada dia para cada um cuidar da sua vida e tem gente que insiste em fazer hora-extra!)

5. Não confunda sua carreira com sua vida.
(Aprenda a fazer escolhas!)

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
(Quem prescreveu isto deve ter conhecimento de causa!)

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria 'reuniões'.
(Onde ninguém se entende... Com exceção das reuniões que acontecem nos botecos...)

8. Há uma linha muito tênue entre 'hobby' e 'doença mental'.
(Ouvir música é hobby... No volume máximo as sete da manhã pode ser doença mental!)

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
(Que bom!)

10. Lembre-se: Nem sempre os profissionais são os melhores. Um amador construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
(É Verdade mesmo!)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

7 Pecados da Redação

Saber fórmulas e entender cálculos não ajuda o vestibulando na hora fatídica: a de escrever a redação. Parte obrigatória dos vestibulares das três universidades estaduais paulistas, a redação é um desafio totalmente diferente do restante da prova.

“Ela é feita para avaliar uma competência que as outras questões não avaliam”, afirma o professor da USP e do cursinho Anglo Francisco Platão Savioli.

Fuvest, Unicamp e Unesp adotam critérios parecidos para avaliar os textos. As equipes de correção ficam atentas a itens como adequação ao tema proposto e ao gênero do texto, desenvolvimento argumentativo, coesão e expressão. “O candidato precisa trazer alguma informação para o texto, mostrar que tem conhecimento e defender aquilo que pensa”, diz a diretora-executiva da Fuvest, Maria Thereza Fraga Rocco, responsável, há cinco anos, pelos temas da redação no vestibular.

Este ano, um batalhão de 400 pessoas fará a correção da Fuvest. Dessas, 60 vão trabalhar só na redação. Cada texto passa por dois avaliadores, que não conhecem a correção um do outro. Caso as notas tenham discrepância grande, a redação seguirá para um terceiro. Se a última nota não ficar próxima de nenhuma das outras, a própria Maria Thereza assume a correção. “Nesses casos, vale a minha nota.”

Na Unicamp – único dos três vestibulares em que há a opção de escrever um texto que não seja uma dissertação –, cerca de 20% das redações têm de passar pelo terceiro corretor. “Elas podem ter até cinco releituras”, diz Maurício Kleinke, coordenador de Pesquisa da Comvest, órgão responsável pelo vestibular. Segundo ele, 2% das redações são anuladas. Na maioria dos casos, por fugir da proposta.

Para não ter a redação desclassificada, o candidato deve ficar atento aos aspectos formais. “A análise é técnica. É avaliada na correção a capacidade do candidato de se comunicar por escrito, de forma clara, sem tentar enganar a banca”, diz Paulo Del Bianco, coordenador da correção da Vunesp, que organiza o processo seletivo da Unesp.

Professor da universidade, Rogério Chociay publicou um livro em que analisa as dissertações de vestibulares antigos da Unesp. Ele apresenta, e comenta, bons e péssimos exemplos de textos. “Algumas redações eu chamo de ‘camicase’. São praticamente um voo para a morte, para a anulação. Tem gente que escreve poesia, faz até desenho.”

1 Letra
O candidato não precisa ter letra bonita, mas deve garantir que o corretor consiga ler seu texto. “Uma letra garranchuda e ilegível revela incapacidade de comunicar uma mensagem”, afirma Rogério Chociay.

2 Tamanho
A redação deve ter um tamanho adequado, em geral entre 22 e 30 linhas. Um texto muito curto revela a incapacidade do candidato de desenvolver o tema. Mas ele também não deve ser muito grande. Tamanho excessivo pode revelar dificuldade para concluir ideias. E nada de enganar os corretores com letra grande ou margens falsas, para dar a impressão de um texto mais longo.

3 ‘Lúdicas’
Nenhuma banca de vestibular leva em conta produções que não sejam textos.Mostra de ingenuidade ou ousadia, redações “lúdicas” são anuladas de imediato por fuga do gênero.

4 Fuga do tema
Nunca se deve fugir do tema proposto. “O vestibulando deve mostrar que apreendeu a questão em debate”, diz o professor Francisco Platão Savioli, da USP e do Anglo.

5 Fuga do gênero
Com exceção da Unicamp, em que a redação também pode ser uma carta ou narração, os grandes vestibulares pedem textos dissertativos. Não escreva textos que fujam ao que foi pedido, nem desenvolva ideias “criativas”, como feito aqui.

6 Sem argumentação
O corretor tem um sério motivo para desconsiderar um texto em que não há argumentação. “Na redação você tem que desenvolver um raciocínio, não pode ficar dizendo sempre a mesma coisa”, diz Maria Thereza Fraga Rocco, da Fuvest.

7 Poesia
“Não escreva nada além de prosa. Se você é um excelente poeta, ótimo. Mas não em dia de redação”, recomenda a professora de Português do Etapa Célia Passoni.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Redação 9º ANO CBPJ

Relembrando os tipos textuais. Lembrem-se que será importante para essa etapa de produção de textos. Estaremos produzindo textos dissertativos neste 4º bimestre.




Abraços.
Divirtam-se e estudem...